Primeira dica de como ensinar crase

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016


   Olá pessoal,

Hoje iniciaremos nosso assunto sobre crase. As sugestões aqui dadas são de minha       didática e claro podem e devem ser modificadas de acordo com a sala de aula e proposta   de vocês!

 A primeira dica é que sempre ensino crase depois de ensinar regência verbal e nominal.  Dependendo do nível, aproveito esse conteúdo para introduzir a crase.

A lógica é simples. O que é na realidade a crase

É a fusão da preposição 'a' mais o artigo definido feminino. Este é o contexto para que ocorra a crase.Então teremos 'a' + 'a' = à

Os nossos alunos precisam entender que a marcação é para indicar a fusão de duas classes gramaticais distintas, porém fonologicamente semelhantes ( são duas vogais).

O contexto na realidade é a presença da preposição 'a' exigida pelo verbo ou nome ( por isso ensinar as regências primeiro) mais o artigo definido feminino que antecede substantivos femininos.

Se os nossos alunos conseguem perceber este contexto, metade das regras de crase são eliminadas. Pois se o verbo exige a preposição 'a' e em seguida tenho um artigo que antecede um substantivo feminino, só pode ser outro 'a'. Dessa forma , teremos crase ou acento grave como também é chamado.

Vejamos: Fomos à escola para comprar os livros para o ano letivo.

               ( verbo ir exige a preposição 'a' e escola é antecedida do artigo 'a')
                                                fomos a  a escola 
             Para evitar a replica do som , marcamos com crase que indica a fusão.

Entendido as regências, dominando as classes gramaticais, podemos partir para as regras especiais de crase.

Dez mandamentos do professor, por Leandro Karnal

sábado, 27 de fevereiro de 2016


“Dez Mandamentos do Professor”, por Leandro Karnal


A sabedoria do mais influente legislador do Ocidente, Moisés, sintetizou uma concepção de mundo em Dez Mandamentos. Como bom educador, o ex-príncipe do Egito sabia que longos códigos são de difícil acesso. Curioso notar que constituições muito breves, como a norte-americana, passam dos dois séculos e constituições prolixas, como todas as brasileiras , caducam em prazos muito curtos.
Inspirados neste exemplo, elaboramos os Dez Mandamentos do Professor. Estes dez mandamentos são fruto de uma experiência particular e não se pretendem eternos ou válidos em qualquer ocasião. Gostaria apenas de fornecer a colegas, como você leitor, uma reflexão particular, que possa ser aprofundada, reinterpretada ou rejeitada de acordo com a sua experiência.
O que me levou a pensar nestes princípios é a mesma angústia que assola qualquer educador: como ser um bom profissional, ensinar, transformar meu aluno e fazer parte desta transformação? Como superar o tédio dos meus alunos, a indisciplina, a irrelevância de algumas coisas que faço e meu próprio cansaço? Como não considerar a sala um fardo e o relógio um inimigo? Como parar de achar que só vivo a partir do fim-de-semana? A partir destes questionamentos, você está permanentemente convidado a adensar ou criticar, fazer seus outros dez ou sintetizar a dois ou três, pois, quem acha que pode melhorar a aula que dá , já começou a viver educação. E quem não acha que pode? Bem, deixa para lá! Ensinar não é a única profissão do mundo…
-PRIMEIRO MANDAMENTO: CORTAR O PROGRAMA!
Quase todas as disciplinas foram perdendo aulas ao longo das décadas anteriores. Não obstante, os programas nem sempre acompanharam estes cortes. Pergunte-se: isto é realmente importante? Este conteúdo é essencial? Não seria melhor aprofundar mais tais tópicos e menos outros? Se a justificativa é a pressão do vestibular, ela não pode ocupar 11 anos de Ensino Médio e Fundamental. Se a justificativa é uma regra da escola ou um coordenador obsessivo, lembre-se: o Diário de Classe sempre foi o documento por excelência do estelionato. A coragem da grande tesoura é essencial. Dar tudo equivale a dar nada. Ensinar a pensar não implica esgotar o conhecimento humano.
-SEGUNDO MANDAMENTO: SEMPRE PARTIR DO ALUNO!
Chega de lamentar o aluno que não temos! Chega de lamentar que eles não lêem, a partir de uma nebulosa memória do aluno perfeito que teríamos sido (nebulosa e duvidosa). Este é o meu aluno real. Se, para ele, Paulo Coelho é superior a Machado de Assis e baile Funk é superior a Mozart, eu preciso saber desta realidade para transformá-la. Se ele é analfabeto devo começar a alfabetizá-lo. Se ele está no Ensino Médio e ainda não domina soma de frações de denominadores diferentes devo estar atento: esta é minha realidade. A partir do zero eu posso sonhar com o cinco ou seis. A partir do imaginário da perfeição é difícil produzir algo. A Utopia, desde Platão e Thomas Morus, tem a finalidade de transformar o real, nunca de impossibilitá-lo.
-TERCEIRO MANDAMENTO: PERDER O FETICHE DO TEXTO!
Em todas as áreas, em especial nas humanas, os alunos são instigados quase que exclusivamente ao texto. Num mundo imerso na imagem e dominado por sons e cores, tornamos o texto central na sala de aula. Devemos estar atentos ao uso de imagens, música, sensorialidades variadas. O texto é muito importante, nunca deve ser abandonado. Porém, se o objetivo é fazer pensar, o texto é apenas um instrumento deste objetivo maior. Há pessoas que pensam e nunca leram Camões e há quem saiba Os Lusíadas de cor e não pense…Lembre-se de que há outros instrumentos. A sedução das imagens deve ser uma alavanca a nosso favor, nunca contra. Usar filmes, propagandas, caricaturas, desenhos, mapas: tudo pode servir ao único grande objetivo da escola: ajudar a ler o mundo, não apenas a ler letras.
-QUARTO MANDAMENTO: POSSIBILITAR O CAOS CRIATIVO.
Fomos educados a um ideal de ordem com carteiras emparelhadas e, mesmo no fundo do nosso inconsciente, este ideal persiste. Qual professor já não teve o pesadelo de perder o controle total de uma sala, especialmente na noite mal dormida que antecede o primeiro dia de aula? Devemos estar preparados para o caos criador e para o lúdico. Alunos andando pela sala, trocando fragmentos de textos ou imagens dados pelo professor, discussões, encenações, o professor recitando uma poesia ou mandando realizar um desenho: tudo pode ser canal deste lúdico que detona o caos criativo. Surpreenda seus alunos com uma encenação, com um silêncio, com um grito, com uma máscara. Uma sala pode estar em ordem e ninguém aprendendo e pode estar com muitas vozes e criando ambiente de aprendizado. Lembre-se o silêncio absoluto é mais importante para nós do que para os alunos. É difícil vencer a resistência dos colegas e da própria escola a isto. Lógico que o silêncio também deve ser um espaço de reflexão, mas é possível pensar que há valor num solo gentil de flauta, numa pausa ou num toque retumbante de 200 instrumentos.
-QUINTO MANDAMENTO: INTERDISCIPLINAR!
Assim mesmo, entendido o princípio como um verbo, como uma ação deliberada. É fundamental fazer trabalhos com todas as áreas. Elaborar temas transversais como o MEC pede e, ao mesmo tempo, libertar o aluno da idéia didática das gavetas de conhecimento. Não apenas áreas afins (como História e Geografia) mas também Literatura e Educação Física, Matemática e Artes, Química e Filosofia. É preciso restaurar o sentido original de conhecimento, que nasceu único e foi sendo fragmentado até perder a noção de todo. O profissional do futuro é muito mais holístico do que nós temos sido até hoje.
-SEXTO MANDAMENTO: PROBLEMATIZAR O CONHECIMENTO.
Oferecer ao aluno o cerne da ciência e da arte: o problema. Não o problema artificial clássico na área de exatas, mas os problemas que geraram a inquietude que produziu este mesmo conhecimento A chama que vivou os cientistas e artistas é transmitida como um monumento inerte e petrificado. Mostrem as incoerências, as dúvidas, as questões estruturais de cada matéria. Mostrem textos opostos, visões distintas, críticas de um autor ao outro. Nunca fazer um trabalho como: “O Feudalismo” ou “O Relevo do Amapá”; mas problemas para serem resolvidos. Todo animal (e, por extensão, o aluno) é curioso. Porém, é difícil ser curioso com o que está pronto. Sejamos francos: se é tedioso ler um trabalho destes, qual terá sido o tédio em fazê-lo?
-SÉTIMO MANDAMENTO: VARIAR AVALIAÇÕES.
Provas escritas são válidas, como a vitamina A é válida para o corpo humano. Porém, avaliações variadas ampliam a chance de explorar outros tipos de inteligência na sala. As outras avaliações não devem ser vistas como um trabalhinho para dar nota e ajudar na prova, mas como um processo orgânico de diminuir um pouco a eterna subjetividade da avaliação.
-OITAVO MANDAMENTO: USAR O MUNDO NA SALA DE AULA!
O mundo está permeado pela televisão, pela Internet, pelos jornais, pelas revistas, pelas músicas de sucesso. A escola e a sala de aula precisam dialogar com este mundo. Os alunos em geral não gostam do espaço da sala porque ele tem muito de artificial, de deslocado, de fora do seu interesse. Usar o mundo da comunicação contemporânea não significa repetir o mundo da comunicação contemporânea; mas estabelecer um gancho com a percepção do meu aluno.
-NONO MANDAMENTO: ANALISAR-SE PESSOALMENTE!
A primeira pessoa que deve responder aos questionamentos da educação é o professor. Somos nós que devemos saber qual o motivo de dar tal coisa, qual a relevância, qual a utilidade de tal leitura. O professor é o primeiro que deve saber como tal ciência transformou a sua vida. Isto implica fazer toda espécie de questão, mesmo as incômodas. Se eu não fico lendo tal autor por prazer e nem o levo aos meus passeios como posso exigir que um jovem ou uma criança o façam? Qual a coerência do meu trabalho? Minha irritação com a turma indisciplinada é uma espécie de raiva por saber que eles estão certos? Minha formação permanente me indica novos caminhos? Estou repetindo fórmulas que deram certo quando eu era aluno há 20 ou mais anos? É necessário um exercício analítico-crítico muito denso para que eu enfrente o mais duro olhar do planeta: o do meu aluno.
-DÉCIMO MANDAMENTO: SER PACIENTE!
Hoje eu acho que ser paciente é a maior virtude do professor. Não a clássica paciência de não esganar um adolescente numa última aula de sexta-feira, mas a paciência de saber que, como dizia Rubem Alves, plantamos carvalhos e não eucaliptos. Nossa tarefa é constante, difícil, com resultados pouco visíveis a médio prazo. Porém, se você está lendo este texto, lembre-se: houve uma professora ou um professor que o alfabetizou, que pegou na sua mão e ensinou, dezenas de vezes, a fazer a simples curva da letra O. Graças a estas paciências, somos o que somos. O modelo da paciência pedagógica é a recomendação materna para escovar os dentes: foi repetida quatro vezes ao dia, durante mais de uma década, com erros diários e recaídas diárias. As mães poderiam dizer: já que vocês não querem nada com o que é melhor para vocês, permaneçam do jeito que estão que eu não vou mais gritar sobre isto (típica frase de sala de aula…) . Sem estas paciências, seríamos analfabetos e banguelas. Não devamos oferecer menos ao nosso aluno, especialmente ao aluno que não merece nem quer esta paciência este é o que necessita urgentemente dela. O doente precisa do médico, não o sadio. O aluno-problema precisa de nós, não o brilhante e limpo discípulo da primeira carteira.
http://www.revistapazes.com/dez-mandamentos-professor/

Língua Portuguesa encantando...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016


     Olha que legal pessoal, 
     
     

PORTUGUÊS É A SEGUNDA LÍNGUA MAIS FALADA NAS ESCOLAS EM GENEBRA

Genebra, 22 fev (Lusa) – A língua portuguesa é a segunda mais falada pelos alunos do ensino primário, com 3.783 falantes contabilizados no ano letivo 2014 e 2015 em Genebra, indica hoje o jornal suíço Tribune de Genève.
As línguas principais dos alunos do ensino primário em Genebra são respetivamente o francês, com 18.757 falantes, o português com 3.783 e o espanhol com 2.030.


Lendo os Clássicos

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016


     Pessoal, 
    Dica imperdível!
    Blog do escritor Luiz Ruffato.


http://lendoosclassicosluizruffato.blogspot.com.br/




Simon's Cat

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Para quem gosta de HQ segue uma dica muito divertida e totalmente interativa!





Indicação de livro para nossa primeira reflexão linguística

E aí pessoal,

Ainda sobre a primeira reflexão, segue uma dica de livro " Doa-se lindos filhotes de poodle" de Maria Marta Pereira Scherre para quem quiser entender melhor uns dos assuntos que abordaremos em breve.
Gostaria de ver o que vocês pensam sobre esse assunto!





Refletir é preciso

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Refletir é preciso!

Pessoal,

Aproveitando uma sugestão dada pela Isabella sobre as seguintes questões:

 Vende-se casa ou vendem-se casas?
 Usa-se de a ou de+a - da. ?

Pensando nessas construções, o que vocês acreditam que seja o uso adequado ou deveria ser mais adequado para a nossa realidade linguística?

Aguardo os comentários para refletirmos e entender que essas construções têm dois lados teóricos.

Polêmica vindo por aí....





Análise de imagem

  E aí  pessoal,

  Começando a semana com metáforas da vida diária.
  Aguardo os as respostas nos comentários!


 



Pequenos desafios linguísticos

sábado, 20 de fevereiro de 2016






     Mais um desafio pessoal,

    Esse também é fácil?
    Qual a diferença morfológica e quando usamos?
 
   

Um olhar linguístico

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Vamos lá pessoal,

Algumas sugestões das muitas que virão. Todos esses livros terão resenhas no site e serão gravadas videos-aulas para reflexão.


BAGNO, Marcos. Preconceito Linguístico.Editora Parábola. São Paulo, 2015. 56ª edição revista e atualizada.
BAGNO, Marcos. Gramática pra que te quero? Os conhecimentos linguísticos nos livros didáticos de português. Editora Aymará. Curitiba, 2010.
BAGNO, Marcos. Gramática Pedagógica do Português Brasileiro. Editora Parábola. São Paulo, 2012.
BAGNO. Marcos. Não é errado falar assim: Em defesa do Português Brasileiro. Editora  Parábola. São Paulo, 2009.
BAGNO, Marcos.Nada na Língua é por acaso. Por uma pedagogia da variação linguística. Editora Parábola. São Paulo, 2007.

ANTUNES, Irandé. Aulas de português: encontro e interação. Editora Parábola. São Paulo, 2003.
ANTUNES, Irandé .Gramática contextualizada : limpando o "pó" das ideias simples. Editora Parábola. São Paulo,2014.
ANTUNES, Irandé. Território das palavras: estudo do léxico em sala de aula. Editora Parábola. São Paulo, 2012.
ANTUNES, Irandé. Muito além da gramática. Por um ensino de línguas sem pedras no caminho. Editora Parábola. São Paulo,2007.

BORTONI_RICARDO, Stela Maris. Educação em língua materna: A Sociolinguística na sala de aula. Editora Parábola. São Paulo, 2004.
BORTONI_RICARDO, Stela Maris.Nós cheguemu na escola e agora? Sociolinguística & educação. Editora Parábola. São Paulo, 2005.

ILARI, Rodolfo; BASSO, Renato. O Português da gente. A língua que estudamos, a língua que falamos. Editora Contexto.São Paulo, 2006.

JOUVE, Vincent. Por que estudar Literatura? Editora Parábola. São Paulo, 2012.

PERINI, Mário. Sofrendo a Gramática. Editora Ática.São Paulo, 2001.

ALVES, Rubem. Educação dos sentidos e mais...Editora Verus. Campinas, 2012.

CARBONI,Florence; MAESTRI Mario. A Linguagem escravizada. Língua, história, poder e luta de classes. Editora Expresso Popular.São Paulo, 2003.

PERISSÈ, Gabriel. Elogio da Leitura. Editora Manole. São Paulo, 2005.

FERRAREZI, Celso. Ensinar o Brasileiro. Respostas a 50 perguntas de professores de língua materna. Editora Parábola.São Paulo, 2007.

OLIVEIRA, Luciano Amaral. Coisas que todo professor de português precisa saber: a teoria na prática.Editora Parábola. São Paulo, 2010.

Análise de imagens




   Vamos lá pessoal!

   Trabalhar um pouco de semântica.
   Aguardo as interpretações nos comentários!






Curiosidades

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

  
    PALÍNDROMO é a frase ou palavra que lida da esquerda para a direita ou da direita para      a esquerda, tem o mesmo sentido como OVO, RADAR E ARARA.

    Vocês conhecem outras? Deixe nos comentários!


   

Sons da nossa Língua





   Sons da nossa Língua- Parte 07




Sons da nossa Língua





    Sons da nossa Língua- Parte 06








Sons da nossa Língua






Sons da nossa Língua- Parte 05





Sons da nossa Língua

Sons da nossa Língua- Parte 04








Sons da nossa Língua












Sons da nossa Língua- Parte 03





Sons da nossa Língua











Sons da nossa Língua- Parte 02




Sons da nossa Língua

Vamos conhecer melhor os sons da nossa Língua?





Colocação Pronominal

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016














Colocação Pronominal dos pronomes oblíquos átonos


Este conteúdo é quase nulo na escrita e na fala praticamente inexistente. É uma estrutura tipicamente da Língua Portuguesa de Portugal e ficamos com esses resquícios que não atendem a nossa necessidade real de comunicação. Porém, ainda é conteúdo no Ensino Fundamental I e II, no Ensino Médio e na Universidade. É cobrado nos vestibulares e nos concursos públicos.


      Colocação dos pronomes átonos

1-             Próclise;
2-             Ênclise;
3-             Mesóclise.

          Segundo as normas gramaticais da língua portuguesa, a colocação normal é ênclise (depois do verbo); a próclise (antes do verbo) é empregada somente em alguns casos especiais.

Uso da próclise
Usa-se a próclise, de preferência, nos seguintes casos:

1-             Quando o verbo for precedido de uma partícula negativa.
                     Isso não se diz, menina!
                     Jamais lhe perdoarei por tudo o que me fez.

2-             Quando o sujeito anteposto ao verbo contém ou é um pronome indefinido.
                     Nada nos amedrontava.
                     Quase tudo nos convém.
                     Espero que alguém me compreenda, pelo menos.
         
3-             Quando o verbo, na forma nominal do gerúndio, vem precedido de em.
                     Aqui, em se plantando tudo dá.
                     Em se tratando de meu irmão, tudo é possível.

4-             Quando o verbo vem antecedido de advérbio e não vírgulas entre eles.
                     Se amanhã me quiseres ver, feliz eu ficarei.
                     Sempre te pergunto se está tudo bem.

Mas: Aqui, sabe-se tudo a respeito do Campeonato Brasileiro de futebol.

5-             Em orações que exprimem desejo, vontade.
                     Deus te ilumine sempre
                     Bons olhos o vejam.

6-             Quando as orações são iniciadas por pronomes ou advérbios interrogativos (quem, com, quando, quanto).
                                 Quanto me iludi com essa gente!

7-             Nas orações coordenadas sindéticas alternativas.
                     Resolva: vá de uma vez por todas ou se acalmem
8-             Nas orações coordenadas aditivas que contenham expressões do tipo não...nem, não só...mas também, não só…como também.
                     Não só reclamou, como também se aborreceu profundamente na reunião.
                     Não praticava esportes nem se propunha a parar de fumar.

Uso da ênclise

          A ênclise é usada, de preferência, nos seguintes casos:

1-             Em frase iniciada por verbo.
                     Vestiu-se com esmero.

2-             Com o verbo no imperativo afirmativo.
                     Mostre-me o que comprou na viagem.

3-             Com o verbo na forma nominal do gerúndio, desde que este não venha precedido de em.
                     Conversava com os velhos amigos, recordando-se do passado e emocionando-se com os relatos.

4-             Com o verbo no infinitivo impessoal.
                     Quis deitar-me na rede da varanda, já atinha retirado, porém.


Uso da mesóclise

          Usa-se a mesóclise unicamente com as formas verbais do futuro do presente e do futuro do pretérito do indicativo.

                     Dir-te-ei toda a verdade.

                     Combater-se-ia até o amanhecer.

Complemento nominal e Adjunto adnominal

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Dicas importantes sobre a nossa língua!
Aguardem!



Revisão do conceito de complemento nominal e adjunto adnominal

Complemento nominal: Há nomes (substantivos abstratos, adjetivos e advérbios) que, por não terem sentido completo, exigem um termo para completá-lo. A esse termo, dá-se o nome de complemento nominal (termo integrante da oração) vem sempre depois do nome, sempre será preposicionado e possui ideia de passividade (que veremos mais a frente com detalhes).
Exemplos:
Impedimos a derrubada da mata.
Derrubada: substantivo
Da mata: complemento nominal

Você é igual a ele.
Igual: adjetivo
A ele: complemento nominal

Estamos longe da estação.
Longe: advérbio
Da estação: complemento nominal

Importante (em caso de dúvida, salientar): Não confundir ‘da estação’ com adjunto adverbial de lugar. Para ser adjunto adverbial a estrutura deveria ser ‘ na estação’ (no local).

Adjunto adnominal: É o termo acessório (elemento dispensável. Ele não faz falta para o sentido, está ali para enriquecer) da oração que caracteriza ou delimita o significado de um substantivo abstrato ou concreto. Pode vir antes ou depois do nome, com ou sem preposição. Possui ideia de posse e de atividade (que veremos mais a frente com detalhes).

Exemplos:
Ele só lê antigos livros de aventuras.
Os termos ‘antigos’ e de ‘aventuras’ são adjuntos adnominais, visto que caracterizam o substantivo concreto livros.
Os alunos estudiosos passaram no concurso.

Observe que o sujeito da oração é ‘ Os alunos estudiosos’. Tal sujeito é constituído pelo núcleo ‘alunos’ (substantivo concreto) e por dois adjuntos adnominais: ‘os’ e ‘estudiosos’.

Importante: retomar brevemente o conceito de substantivo concreto e abstrato.

Os adjuntos adnominais podem também ser expressos por:
Adjetivos: terras férteis; ares poluídos.
Artigos: o concurso; uma mulher.
Pronomes adjetivos: minha apostila; este país.
Numerais: duas orelhas; primeiro ano.
Locuções adjetivas: casa de madeira; livro do professor.
Expressão substantivada + de + nome: a marcha dos soldados.

2-Como diferenciar complemento nominal do adjunto adnominal
Há casos que podemos confundir o complemento nominal e o adjunto adnominal, quando este é representado por uma locução adjetiva, ligada ao substantivo abstrato por uma preposição.
Tratando-se de adjetivo ou advérbio, não há a menor dúvida: o termo que a eles se liga por preposição é, sempre complemento nominal.
Exemplos:
Ele é perito (adjetivo) em cirurgia.
Ela está longe (advérbio) da verdade.
Tratando-se de substantivo concreto o termo que a ele se liga por preposição é, sempre adjunto adnominal.
Exemplos:
Recebi o livro (substantivo concreto) de Literatura.
Há homens (substantivo concreto) sem responsabilidade.

Outro ponto a destacar

      Quando o termo da oração se refere ao substantivo indicando posse, origem, matéria, semelhança, qualidade, trata-se   de adjunto adnominal.
Exemplos:
Encontrei a bolsa de Maria. (posse)
Tomei a água da fonte. (origem)
Comprei um anel de brilhante. (matéria)
Ele tem cara de cavalo. (semelhança)
É um homem sem caráter. (qualidade)

Resumindo

       Adjunto adnominal pode expressar posse e pode ser o agente, ou seja, aquele que realiza a ação do termo anterior.
       Complemento nominal pode ser o paciente, ou seja, aquele que recebe a ação do termo anterior.


Desafios

Quem não gosta de um desafio?





E aí pessoal? Vamos começar por uma bem fácil!
Quando?
Aguardo as respostas nos comentários abaixo!

O mundo maravilhoso dos quadrinhos

sábado, 13 de fevereiro de 2016



Desvendando o mundo dos quadrinhos!


Adeus ao Snoopy


Há exatos 16 anos, no dia 13 de fevereiro de 2000, foi publicada esta que é a última tirinha de Snoopy e da turma do Charlie Brown. O pai do Snoopy, Charles Schulz, morreu no dia anterior, vítima de ataque cardíaco, aos 77 anos. A série Peanuts, que inclui a turma do Charlie Brown e aquele cãozinho adorável da raça Beagle, Snoopy, estreou em 2 de outubro de 1950 e teve histórias e tirinhas diárias publicadas durante 50 anos. A última tirinha traz uma breve carta de despedida que o autor havia escrito um mês antes de sua morte:





Dicas de filmes





 Pessoal, 


Esses filmes valem cada cena para refletir nossa prática docente. Quando vocês tiverem com um tempinho vejam e deixe aqui seus comentários. Vamos mudar esse cenário que a educação não tem jeito.

Segue uma lista que pretendo aumentar cada vez mais:

1-Além da sala de aula ( 2011- USA)
Baseado em fatos, o filme narra a trajetória e os desafios enfrentados por uma professora recém- formada em uma escola temporária para sem-tetos nos Estados Unidos. 

 2-Entre os muros da escola  (2008- França)
Uma sala de aula na periferia de Paris simboliza o choque cultural presente na França contemporânea: François Marin, um professor francês, busca formas de se aproximar de seus   estudantes asiáticos, africanos, árabes e franceses. O longa é baseado no livro homônimo de François Bégaudeau, protagonista da narrativa. 

3-Sociedade dos poetas mortos ( 1989-USA)
O professor John Keating entra na sala de aula assobiando, é o primeiro dia do ano letivo, passa pelos alunos e desperta olhares curiosos, encaminha-se para uma outra porta, de saída para o corredor todos seus pupilos ainda estão de sobreaviso, curiosos e sem saber o que fazer. Keating olha para eles e faz um sinal, pedindo que os estudantes o acompanhem. Todos chegam a uma sala de troféus da escola
onde ao fundo podem ser vistas fotos de alunos, remontando ao início do século, fazendo-nos voltar ao começo das atividades da escola. Pede-se silêncio e, que a atenção de todos volte-se para os rostos de todos aqueles garotos que frequentaram aquela tradicional instituição de ensino em outros tempos.

4- O nome da Rosa (1986- USA)
O Nome da Rosa pode ser interpretado como tendo um caráter filosófico, quase metafísico, já que nele também se busca a verdade, a explicação, a solução do mistério, a partir de um novo método de investigação. E Guilherme de Bascerville, o frade fransciscano detetive, é também o filósofo, que investiga, examina, interroga, duvida, questiona e, por fim, com seu método empírico e analítico, desvenda o mistério, ainda que para isso seja pago um alto preço.

5-Escritores da Liberdade( 2007-USA)
Erin Gruwell é uma jovem professora que leciona em uma pequena escola de um bairro periférico nos EUA. Por meio de relatos de guerra, ela ensina seus alunos os valores da tolerância e da disciplina, realizando uma reforma educacional em toda a comunidade.
6-Mentes Perigosas (1995- USA))
Michelle Pfeiffer interpreta a professora Louanne Johnson que, após ser hostilizada pelos alunos de uma escola na periferia, aposta em métodos pouco convencionais, como o karatê, para ensiná-los. O longa, baseado em uma história real, ficou famoso pela cançãoGangsta’s Paradise, do rapper Coolio.
7-Meu Mestre, Minha Vida (1989-USA)): 
Arrogante e autoritário, o professor Joe Clark (Morgan Freeman) é convidado por seu amigo Frank Napier (Robert Guiullaume) a assumir o cargo de diretor na problemática escola em Paterson, New Jersey, de onde ele havia sido demitido. Com seus métodos nada ortodoxos, Joe se propõe a fazer uma verdadeira revolução no colégio marcado pelo consumo de drogas, disputas entre gangues e considerado o pior da região. Com isso, ele ao mesmo tempo coleciona admiradores e também muitos inimigos.