Complemento nominal e Adjunto adnominal

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

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Revisão do conceito de complemento nominal e adjunto adnominal

Complemento nominal: Há nomes (substantivos abstratos, adjetivos e advérbios) que, por não terem sentido completo, exigem um termo para completá-lo. A esse termo, dá-se o nome de complemento nominal (termo integrante da oração) vem sempre depois do nome, sempre será preposicionado e possui ideia de passividade (que veremos mais a frente com detalhes).
Exemplos:
Impedimos a derrubada da mata.
Derrubada: substantivo
Da mata: complemento nominal

Você é igual a ele.
Igual: adjetivo
A ele: complemento nominal

Estamos longe da estação.
Longe: advérbio
Da estação: complemento nominal

Importante (em caso de dúvida, salientar): Não confundir ‘da estação’ com adjunto adverbial de lugar. Para ser adjunto adverbial a estrutura deveria ser ‘ na estação’ (no local).

Adjunto adnominal: É o termo acessório (elemento dispensável. Ele não faz falta para o sentido, está ali para enriquecer) da oração que caracteriza ou delimita o significado de um substantivo abstrato ou concreto. Pode vir antes ou depois do nome, com ou sem preposição. Possui ideia de posse e de atividade (que veremos mais a frente com detalhes).

Exemplos:
Ele só lê antigos livros de aventuras.
Os termos ‘antigos’ e de ‘aventuras’ são adjuntos adnominais, visto que caracterizam o substantivo concreto livros.
Os alunos estudiosos passaram no concurso.

Observe que o sujeito da oração é ‘ Os alunos estudiosos’. Tal sujeito é constituído pelo núcleo ‘alunos’ (substantivo concreto) e por dois adjuntos adnominais: ‘os’ e ‘estudiosos’.

Importante: retomar brevemente o conceito de substantivo concreto e abstrato.

Os adjuntos adnominais podem também ser expressos por:
Adjetivos: terras férteis; ares poluídos.
Artigos: o concurso; uma mulher.
Pronomes adjetivos: minha apostila; este país.
Numerais: duas orelhas; primeiro ano.
Locuções adjetivas: casa de madeira; livro do professor.
Expressão substantivada + de + nome: a marcha dos soldados.

2-Como diferenciar complemento nominal do adjunto adnominal
Há casos que podemos confundir o complemento nominal e o adjunto adnominal, quando este é representado por uma locução adjetiva, ligada ao substantivo abstrato por uma preposição.
Tratando-se de adjetivo ou advérbio, não há a menor dúvida: o termo que a eles se liga por preposição é, sempre complemento nominal.
Exemplos:
Ele é perito (adjetivo) em cirurgia.
Ela está longe (advérbio) da verdade.
Tratando-se de substantivo concreto o termo que a ele se liga por preposição é, sempre adjunto adnominal.
Exemplos:
Recebi o livro (substantivo concreto) de Literatura.
Há homens (substantivo concreto) sem responsabilidade.

Outro ponto a destacar

      Quando o termo da oração se refere ao substantivo indicando posse, origem, matéria, semelhança, qualidade, trata-se   de adjunto adnominal.
Exemplos:
Encontrei a bolsa de Maria. (posse)
Tomei a água da fonte. (origem)
Comprei um anel de brilhante. (matéria)
Ele tem cara de cavalo. (semelhança)
É um homem sem caráter. (qualidade)

Resumindo

       Adjunto adnominal pode expressar posse e pode ser o agente, ou seja, aquele que realiza a ação do termo anterior.
       Complemento nominal pode ser o paciente, ou seja, aquele que recebe a ação do termo anterior.


2 comentários

  1. Seria correto dizer que o Adjunto Adnominal ligado ao substantivo não flexiona, Cláudia?

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    1. Oi, Não. Pois posso ter Os lindos campos verdes. Adjuntos flexionados pela pluralidade do substantivo.

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